José era um cara com excedentes
fazia tantas coisas sem contestar em mente.
Sempre aceitava o que era pedido
José dizia sim demais.
Ele nunca encontrou um amor
viveu sua vida na amargura interior
nunca recebeu um carinho, pois,
José procurava demais.
Vivia com braço ralado,
quando sua alergia atacava, coitado
cercado de mil tarefas a fazer
José se esforçava demais.
As pessoas o achavam muito feliz
embora a noite chorasse com um chafariz
não queria que os outros soubessem seus problemas
José sorria demais.
E quando José queria pedir algo
sempre aceitava dos outros, seus tratados
nada saia como ele mesmo queria
José aceitava demais.
José um dia se cansou desse negócio
disse fez da raiva e da ira seus sócios
eis um dia descomunal
José se irritou demais.
Se José tivesse ponderado
Impondo seu jeito de ser, mesmo atrapalhado.
Poderia ter perdido menos a cabeça
José teria vivido mais.
No final ele ficou louco, correu na rua sem olhar
Um carro passou na mesma hora, seu corpo não pode agüentar
No enterro ninguém se preocupou com a morte de José
José estava sozinho demais.
29 de junho de 2014
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