27 de fevereiro de 2014

Control Três

Levanto-me e começo a notar frente a circuitos queimados, conexões desfeitas, almas vazias, a realidade em sua totalidade replicativa: sou apenas mais um amontoado cromossômico, um agregado de átomos orgânicos formandos sistemas que as outras replicas humanas, chamam no auge de sua fantasia de ser vivo... Ser vivo? Eu não sou um ser vivo... Você não é um ser vivo e isso ocorre pelo ser vivo não existir, ser apenas uma normatização trágica de outras réplicas... Vivemos em nosso fantasioso circulo relacional, chamado de ambiente social, buscando incessantemente outras réplicas que notem seus defeitos e sua épica efemeridade, talvez eu seja um ser como dizem por notar isso, ou por me enganar de maneira mais tênue frente ao que chamam cordialmente de viver, olhando em reflexo não acho as notas que compõem a especificidade de um ser: impressões, expressões, emoções e ações parecem ser simplesmente palavras vazias jogadas no vento e sem nenhum sentido... Talvez muito mais sentido tenha o vento em sua leveza áurea, se desapegando de todas as ligações que possa realizar, sendo apenas uma brisa passageira de um ciclo sem fim. Dou passos a frente fora da minha cápsula e vejo o desastroso mundo de caos, crueldade, maldade e fatalidade a que a realidade foi submetida, isso por ações de outras replicas que ao se autodenominarem únicas, especiais, acabaram por mergulhar num mundo de egocentrismo e esquecendo o eterno retorno de suas ações, sou tão replica quanto esses, ainda sendo a replica de número mil quinhentos e oitenta e seis da linha de montagem nove, sou tão podre, medíocre, pérfido e insensível quanto eles, ou talvez não, já que sou uma replica de uma linha de montagem não atualizada, talvez nosso pacote de informações se feche e se restrinja nessa postura seca e pálida, nada mais que isso, mas ao ver tudo isso, sinto pena e acabo por permitir que minha alma ( ou meu sistema operacional ), ecoe em uma lagrima binária, num clamor desesperado pela mudança. A única coisa constante. Sou uma replica como você leitor, ou o motorista do ônibus que falou mal do tempo, ou o empresário que não cumprimentou o mendigo na rua que apenas queria um abraço... Talvez esse mendigo seja o anormal de tudo isso... Não pela fuga da normatização econômica, mas pela escapada do código operacional dos moldes replicativos, uma nova linha de montagem? Um erro que virou acerto, como tantas coisas da ciência? Não sei, não consigo alcançar essa resposta, mas sinto que meus processadores mentalmente biológicos, acabam por gostar dessa pergunta... Dessas perguntas. Acabo por descobrir um erro em meu próprio código mestre? Não fui programado para isso, não fui instruído para pensar... Não faz parte do meu código. Termino sendo uma réplica, pois noto que mesmo com esse erro, devo de encontrar outras replicas, sujas , descartadas, quebradas e desencorajadas, com o mesmo erro que o meu, já não importa se mergulho no oceano da ignorância ou se me mantenho na tênue linha da consciência ( cuja a qual já deve ter me ceifado milhares de vezes, isto se , e somente se, nela eu ainda estiver ou algum dia ter ido). Talvez esse pequeno furo que se abriu na linha de produção acabe por mostrar a realidade sem sentido, verdadeira e dançante como os olhos de uma réplica recém parida. Mas não posso afirmar nada, só posso falar do que não é certo, que até nesse caso é passível de analise minuciosa, pois o certo é relativo. Mas sou uma réplica, sou apenas um numero a mais.

22 de fevereiro de 2014

Estamos Limpando a Usina do Usina

O Usina de pensamentos passa por uma fase de mudanças e uma mudança de foco. Antes o blog tinha o direcionamento a poemas que expressassem o meu ser, embora isso não suma do meu blog o elemento ciência se fará presente com uma intensidade maior.
Com esse novo rumo eu preciso definir um mapa do Novo Usina!

                Nada melhor que começar pelo link do usina antigo com o atual: poemas. Poemas continuarão a aparecer por aqui e terão sua própria tag, o que diferencia agora é a abordagem que eu darei a cada um dos meus textos tendo um envolvimento um pouco mais científico ( sem perda sentimental) contando com termos mais elaborados mas sem chegar a ser algo do gênero Augusto dos anjos (nada contra a quem goste, mas prefiro adaptar o meu tema para uma interpretação mais branda do que pelas palavras manuseadas como catalisadores de difícil obtenção, ao mesmo tempo que não quero tornar meus textos uma coisa sem objetivo ou pobre de palavras, também não quero deixá-las cravejadas de diamantes lingüísticos...O mundo está muito perigoso, como sabem).

                A segunda parte se chamará Notação científica (um termo comum para constantes ou números usados em formulas) e terá como objetivo empregar a ciência de uma maneira mais moldável e simples de compreender. Inicialmente pretendo me focar em três áreas: a Astronomia, a Química e a Matemática. Eu pretendo citar aqui curiosidades, conteúdos de maneira simples, mas ao mesmo tempo de maneira bem definida. Para que ninguém fique perdido em nada... Também pretendo colocar algum material de aprofundamento em tais assuntos.

                A terceira parte chamada Luneta Radioativa, é destinada a mostrar filmes que mostrem assuntos científicos ( talvez algum documentário, mas inicialmente eu prefiro um longa metragem mesmo), aqui se encontrarão analises e as mídias de acesso( um link pra download ou um link online).

                A quarta e ultima parte se destina a uma área chamada Reação, onde eu mostro fatos que estejam acontecendo agora no mundo da ciência ( e que eu possua acesso claro ) o mais legal é que depois da noticia do fato eu pretendo dar minha própria visão do que é que acontece com tal fato sendo uma reação retrógrada ( se o assunto for uma bola fora que a ciência é fadada a ter), uma reação distributiva ( se o assunto envolver algo que esteja acontecendo em outra área), uma reação plasmática ( se o assunto for algo brilhante na ciência) ou uma reação metódica ( se envolver um assunto recorrente ).
Além disso esse blog que vocês vêem hoje terá severas mudanças visuais, ganhando um novo layout, uma capa, alguns gadgets e o que mais eu resolver mudar em relação a isso tudo. No final as reações nunca cessam, apenas ponderam em seu agir. Como fogo de Heráclito.


Mas há quem tenha notado (ou sentido falta) das ressonâncias, reatores e dos meus textos mais simples e menos métricos. Esse ultimo continuará aqui junto com os poemas, já os dois primeiros serão colocados num blog a parte chamado um átomo de opinião onde terão apenas minhas análises mesmo de maneira mais tranqüila,  lá eu também porei uma parte chamada luneta covalente que é uma linkagem com um blog superior. Chamado metapensamentos do meu irmão aniki (vide wikipedia)  Nathan Carneiro Parente. Um blog direcionado para quem gosta de pensar ( ou que está procurando um meio alternativo por não gostar de ler), peço que com o carinho que tem a esse blog, visitem o do meu irmão. É um ambiente maravilhoso e super indicado para mentes pensantes ou dispostas a pensar, graças ao meu irmão estou fazendo uma limpeza em meu blog e ocorreu na fissão nuclear dos meus assuntos de forma que não formasse um gradiente heterogêneo e sem sentido. Na luneta covalente os filmes indicados pelo meu irmão terão uma analise minha colocada. Para não misturar as idéias eis que coloquei o átomo e o usina separados, ressaltando porém que filosofia e ciência andam juntos, a separação do luneta covalente do usina é apenas normativa e de caráter organizacional.

Um Átomo de Opinião ( prévia )

Metapensamentos por Nathan Carneiro Parente

Boa leitura!

19 de fevereiro de 2014

Fim?

Então gente eu criei essa postagem pra falar de algo importante para todos os paradoxal leitores do meu blog.

Primeiramente eu queria comentar o porquê desse blog, quando eu comecei eu tava num momento ruim da minha vida digamos assim e comecei o blog como uma válvula de escape, eu postava por querer postar e não pensava mais do que isso, logo logo eu já tava clicando no botão laranja e publicando, o blog servia como um alívio para o dia-a-dia...

A verdade além disso é que eu gostava de postar para saber que eu poderia ser meu leitor, ao invés de contar com a vontade de outras pessoas, eu mesmo lia meus textos como um site publicamente particular, eu sabia que existiam um pequeno número de visualizações, mas poderiam ser apenas visualizações automáticas que certos servidores fazem. Não duvido nada que existam blogs melhores, mais antigos e que ainda não foram vistos por ninguém além do autor....

Até eu postar algum poema e divulgar, inexplicavelmente essa vontade bateu, pra minha surpresa críticas positivas foram ditas e eu fiquei extremamente satisfeito, um dos meus amigos ( chamarei pelo nome usual: Borg ) até me perguntava se eu estava bem, quando o blog ficava muito tempo sem atualização. Meu grande irmão também me deu um boost para postar, norteando-me algumas vezes.

Só ontem eu pude notar que estou negando o que sou de verdade ( nesse aspecto ), eu compartilho não por motivos aleatórios, eu compartilho por gostar de dividir informações, emoções e gostos. Não assumia isto antes por estar cansado.... Mas cansado de quê Deni? Cansado de ter que dizer em níveis gritantes em uma conversa:
          - Quer minha opinião?
          - Eu acho... ( mesmo que ninguém pergunte)
Acho que alguém deve sentir isso também... é chato, frustrante e te dá a falsa sensação de que ninguém liga pra você, mas você meu caro leitor, deve ter em mente que as pessoas que te apreciam de verdade gostam sim da sua opinião! Algumas dessas não tem o hábito de perguntar sobre a sua opinião e isso acaba te dando uma falsa impressão de desinteresse... Mas no final elas só querem dar o seu tempo e esperar que você tome iniciativa e fale! Não querem que você seja arrastado num caminho, mas que você decida trilhá-lo. É complicado saber quem é quem já que na realidade você não conhece nem a si mesmo por completo! Mas com um pensar mais intenso você será capaz de distinguir quem quer lhe ouvir e quem quer lhe escutar. Essa barreira eu estou enfrentando e digo: a vida vai ensinando a guardar muita coisa que percebe para si mesmo.

Depois de aceitar que ao menos para um seleto grupo de pessoas a minha opinião tem sim voz e vez, eu pude avançar um pouco e olhar a condição desse blog!

Eu gosto poemas, textos mais analíticos, pensar. E gosto de música, jogos e dar minha opinião sobre o que passa em minha cabeça nessas áreas. O problema é que geralmente esses dois "tipos" de pessoas não se tocam, não se cruzam, quiça habitam o mesmo ser. Logo se uma parte dos meus leitores gostam dos jogos a outra gostam dos poemas, mas dificilmente alguém gostará com totalidade dos dois ( ao menos como eu gosto ).

Por isso decidi acabar com o Usina, ao menos com essa versão. O Usina passará a ter um tom mais sério/informativo o que significa que o ressonância e o reator estão exilados desse blog.

Por outro lado meu ser se sentiria extremamente triste se não pudesse mais escreve tais textos ( ainda falta LDR, Muse, Iron, Sonata, Kingdom Heart, GOW, Final Fantasy, GH e tantos outras coisas de que eu quero falar no blog) e isso vai ser transferido para um novo blog ainda vazio chamado: " Um Átomo de Opinião", assim as vertentes poderão ser seguidas de maneira mais informativa no Usina e mais pessoal no Átomo.

No final não é um fim e se apenas um readaptar de ideias.

" É necessário ter o caos cá dentro para gerar uma estrela."
―Friedrich Nietzsche


* o Átomo ainda tá vazio mesmo, tudo está em fase de construção :) quando estiver funfando mesmo eu vou colocar tudo especificado no blog*

18 de fevereiro de 2014

Poema - Eu que não

Eu que não sei nada de português,
nunca soube escrever uma redação,
as vezes mal exprimo minha emoção,
mas ainda assim insisto em tentar mais uma vez.

Eu que não sei nada de matemática,
enrolo-me num bolo de primitivas, integrais e derivadas,
não acostumo em usar um sistema de coordenadas,
mas ainda assim insisto com minha inabalável tática.

Eu que não sei nada de biologia,
não compreendo a infinita minimização da vida,
com Dreficofage louco a me perseguir ainda,
mas ainda assim insisto em manter firme minha citologia.

Eu que não sei nada de física,
ignoro por vezes as leis que sempre controlam o mundo,
sinto que na minha mente, posso voltar um segundo,
mas ainda assim insisto na minha realidade mistica.

Eu que não entendo nada de química,
pareço mais simplório frente a tabela periódica,
sempre vendo os outros em suas simples existências metódicas,
mas ainda assim insisto, com uma alma que clama! MODIFICA!

Eu que não entendo nada de programação,
sou apenas mais um zero em processo de depuração,
um código inacabado, aguardando sua compilação,
mas ainda assim insisto em fazer parte dessa ligação.

Eu que não entendo nada de filosofia,
e acabo me jogando em pensamentos noturnos,
que dentro de meu ser pérfido, cego, surdo e mudo,
mas ainda assim insisto a pensar no que meu corpo vive, vivia.

Eu que não entendo nada de tudo,
me desespero em ver que falta em mim capacidade,
embora procure minha existência em sua veracidade,
mas ainda assim insisto em nada manifestar, sendo nulo.

Eu que não entendo nada de mim,
não me conformo em viver como estou,
quero ser um outro "ser como sou",
mas ainda assim insisto, fazer se eu escolhi ser assim.

Eu que não entendo nada de nada,
no final nem entendo a razão deste poema,
sua leitura deve ter causado um incógnito problema,
mas ainda assim insisto, mesmo que insista em "nada".

12 de fevereiro de 2014

Poema - Mais uma morte muda que multa a mudança

E hoje experimentei uma sensação desagradável
dentre de todos os males o mais memorável
que acaba por tentar destruir meu ser miserável,
a morte que chega com seu serviço imutável.

Aquela bala realmente quase me acertou,
acho que de tamanho susto meu coração quase parou,
mas no final nada mudou
e o grito da minha fúnebre alma, calou.

Mas não consigo calar a curiosidade
e fico imaginando uma possível realidade:
e se tivesse finalmente morrido de verdade?
será que o universo em minha volta se manteria em totalidade?

O atual estado é difícil de responder,
não consigo dizer o que posso me tornar a ser
tão pouco expor os problemas que brotam em meu interno amanhecer
há que chame isso de medo, dependência, melancolia... amadurecer.

Ao final não me dou por satisfeito,
ainda quero saber: chorariam no meu enterro?
lamentariam minha existência de um amigo primeiro?
ou falariam duas palavras e me esqueceriam por inteiro?

Fora da métrica, alem de mim
não posso culpar os outros se não agirem assim
essa expectativa eu já não crio enfim
fujo e vago em meu universo particular sem fim.

No final não tento realmente buscar uma solução,
pois o pós morte não depende de defunto ou caixão,
e sim daqueles que poderiam ser chamados de irmãos
mas que infelizmente são notas foras da canção.

Engraçado mentalizar em tudo que poderia ter acontecido
se não tivesse me abandonado, me desprezado, cuspido.
que sabe com uma boa conversa, teríamos nosso problema resolvido
tarde demais, se não sou eu quem morro é você que tem morrido.

9 de fevereiro de 2014

Poema - Esmeraldas purificadas

Me sinto estranho como se nunca fui
Algo que tange o meu conhecimento
sinto que subi até o firmamento
sem entender o que dentro de mim, flui.

Ao olhar para sua beleza tão resplandecente
não consigo me controlar e parar de pensar
em quanto nós dois poderemos juntos ficar
e só de lembrar de seu olhar já fico contente

Ainda que seja um amor trovadoresco
digo que desta vez não desisto,
pois minha paciência desta vez é compromisso
que vai alem das capacidades que conheço.

If you can keep up someday
Finally face to face
It's something I'll learn to take
If you can keep up someday

Fiquei triste com uma má lembrança que tive
mas como lampejo seu olhar apareceu,
aquele olhar cor de esmeralda, seu.
não consegue ser algo que eu talvez olvide.

Ao seu lado me sinto seguro, aparado.
Fora uma honra de conselheiro servir,
poder ajudar-te e aparar-lhe no que afligir
ainda que na verdade quisesse ser seu amado.

Seu abraço... como é bom senti-lo
parece que o tempo desdenha de minha cara
pois um segundo contigo em um instante menor passa
e longe de ti, pareço congelado em eterno frio.

There's still an ocean between us, love
Everything hurts when it's not enough
If you rely on the coldest nights
Look in my head for what's not in sight

Não me verá com olhos da visão...
Não direi seu nome, nem irei lhe expôr
prometo que de tudo farei para alcançar seu amor,
só peço que me note, que me preste atenção.

Esse sentimento é diferente de antes,
não sei o riso flui naturalmente,
és em suas conversas um verdadeiro presente
pena que em seu coração seja tão... distante.

Mais ainda assim eu te quero minha amada,
quero para ser minha futura namorada,
desculpe se o poema pareceu mais sofrido, sentimental
mas o que sinto é tão grande que não há um perfeito final.

There's still an ocean between us, love
Everything hurts when it's not enough
If you rely on the coldest nights
Look in my head for what's not in sight


                   


6 de fevereiro de 2014

Os estudantes que precisamos

Inspirado no texto que foi distribuído na aprendizagem cooperativa no processo seleção de 2014 ( onde agradeço a Vivi que foi a responsável por ceder o texto para nós do grupo T-09), eu resolvi fazer um comentário sobre o que entendi de maneira mais densa e analítica do que o tempo que nos fora dado proporcionou. Com o observar do texto eu pude entender que o conceito de estudante foi alterado em relação ao conceito que eu fui inserido. Ainda no colégio, me lembro de ouvir constantemente os conselhos e as recompensas dadas como "agrado" para aqueles que se destacavam, e as ofensas ditas aqueles que eram "desinteressados", turmas eram formadas para os alunos mais inteligentes ( e não os mais sábios, epicuristicamente falando ) e nelas se formava uma maquinagem no aluno, uma lavagem cerebral, onde por vezes ele perdia a personalidade e era praticamente um estudante de alta performance intelectual, mas de pequena ou nenhuma performance social. Esse alunos eram bem vistos não pelas suas faces, mas pelo emblema do colégio e pelo "azul" de seu boletim, eu tive oportunidades para participar disso, e compartilho com vocês um pequeno evento em minha vida: Não me recordo a série ou o ano em que isto ocorreu, mas me lembro de ter sido aprovado para a segunda fase da olimpíada de física e astronomia. Era em um colégio particular e eu fui "convidado" a ir para a prova fardado e vi o ambiente de lá, o clima era muito ruim... eu não sabia se estava envolto de pessoas ou de computadores...o ambiente era cinza, pesado, dolorosamente silencioso antes mesmo de começar a prova, não havia um desejo de boa sorte tampouco um cumprimento. os alunos olhavam com uma aspereza tão grande como se fossem leões se enfrentando dentro de uma cela sem alimento.

Terminei minha prova, mas fiquei me sentindo desambientado... sei lá eu gosto de me sentir parte de um projeto, de sentir que ajudei alguma pessoa de alguma forma, eu acho que dividir conhecimento é a melhor forma de aprender mais, e adotando essa postura individualista o aluno fica fechado num conhecimento ilimitadamente limitado, o sistema tentou derrubar essa concepção que eu tinha sobre ajudar as pessoas, até conhecer um amigo que com poucos atos mostrava a fé nas pessoas e a vontade de ajudar elas pelo simples prazer de fazê-las o bem. pouco a pouco esse lado que estava desacordado em mim voltou a tona mais forte ainda, e bem nessa hora eu conheci a aprendizagem cooperativa... Me disseram que seria algo árduo e na verdade o processo seletivo pareceu mais um grande encontro com amigos, e nele eu pude perceber que minha concepção não é errada e sim algo que tem o mesmo rumo da aprendizagem cooperativa... a mutualização do saber. A aprendizagem cooperativa me mostrou que estudantes de verdade vão muito alem de notas altíssimas... eles tem a capacidade de se relacionarem ao outro, preocupando-se não apenas com o que vai aprender e sim com o que vai ajudar. que estudantes de verdade vencem a cada dia a batalha de decidirem se dedicar mais, não importando o cenário que se encontrem, que percebem que são um átomo de uma molécula, estudantes que não baixam a cabeça para as dificuldades e que encontram , nos seus momentos mais baixos, a força e a garra para se levantar e seguir em frente, que não vejam um obstáculo como o fim de uma ponte e sim como um morro que o guiará para uma visão mais esplendorosa do saber e de valores mais concisos de amizade e fraternidade, que tenham a humildade e nobreza de não levantarem bandeira para si e sim para o conjunto todo. Esse é um estudante ideal...esse estudante embora idealizado não é construído de uma formula, pois o objetivo da aprendizagem cooperativa não é criar um ser perfeito, mas sim adaptar as fortitudes e falhas de cada um para uma anulação máxima das falhas do grupo e uma potencialização de sua capacidade total, esses estudantes precisam também admitirem como pilar mais básico não o estudo em si mas a fraternidade de se preocupar e ajudar o colega ao lado que algumas vezes só precisa ser escutado. alem disso esse estudante deve saber desenvolver uma esfera de descontração, não que isso seja forçado, pois seguindo a ideia de gostar do grupo, de conhecer cada um melhor, a amizade flui naturalmente, sem a necessidade de se forçar nada... esses estudantes não estão exatamente nas turmas especiais, ou em pontos estrategicamente bem planejados, esses estudantes são simples, carregando toda a simplicidade do ser, esses estudantes que todos nós precisamos são os alunos que agarraram o conhecimento sem se deixar viver. Esses estudantes são simplesmente, humanos!

4 de fevereiro de 2014

deja vu

Olá andarilhos como vão?

Hoje eu não trago poemas ou uma matéria costumeira do blog, eu queria dividir com vocês uma analise minha.

A tarde peguei um ônibus para ir pra casa um cuca barra. Até ai nada de especial ou diferente, porém eu estava de frente pra faculdade...Aquele cheiro de churros, aquela iluminação...eu me lembro de todas as vezes que chorava por dentro por não ser um universitário...me sentia desambientado e desamparado. Desta vez não, eu estava pegando um ônibus na frente da faculdade sendo um universitário, estava exatamente aonde eu queria estar... uma sensação de realização maravilhosa que infelizmente é impossível de se descrever com palavras. Devido a essa lembrança eu decidi que na viagem toda eu me recordaria de tudo que passei naquele cenário. das vezes que estava quase dormindo no ônibus devido a rotina de colégio + cursinho, das vezes que me negava um lanche por não ter dinheiro para comprar alguma bobagem... quantas foram as vezes que eu ficava só com meu almoço esperando a janta... não sei contar, devido a minha alergia as vezes eu mal enxergava mas aquela rotina era um ritual... um ritual que eu gostava, apesar de sofrer, mesmo com brigas, dor de cabeça ou tristeza eu seguia em frente. Me lembrei também dos momentos engraçados por que minha vida não se resume a amargura, das risadas dadas e das músicas trocadas com uma antiga amiga. Da vez que jurei ter visto meu dopplerganger, de tudo... A analise parecia ser bem profunda mas não era suficiente, eu não sabia o que estava me esperando... Eu me lembrava da rua que estava, era a rua do colégio, onde eu jurava todas as vezes que por lá passava, ter uma vida melhor frente ao que sofri. eu me lembrei daquele menino que precisava chamar atenção a todo custo por querer ser notado, me lembrei de quanto ele sofria por ser um pouco mais pesado, de como ele era caçoado apenas por estudar e gostar disso, de como ele se sentia desamparado por todas as partes. e olhei para o meu eu atual, com 20 anos eu segui um rumo na minha vida depois de alguns tropeços, conheci gente por quem posso realmente chamar de amigo e pude notar que eu não tenho que chamar atenção para ser alguém especial, isso porque o alguém especial não é imposto pelo ser, é caracterizado pelo outro. eu gostaria de poder voltar e dizer para aquele menino não sofrer tanto, já que um dia ele terá irmão, não chorar tanto pois um dia verá a razão de tudo isso, de não desistir mesmo que a vida faça questão de pisá-lo no chão, de afagá-lo e dizer que o entende, já que ninguém faria isso com ele. de simplesmente ouvi-lo ignorando seu colégio  e sua farda como uma pessoa normal e ao mesmo tempo valorizando-o como pessoa que mesmo sendo jogado contra os fatos nunca desistiu de sonhar, diria pra ele que ele trata amigos de uma maneira que dificilmente será retribuída a altura, mas que isso não é um defeito e sim uma qualidade que o torna mais e mais incrível, diria ao pequeno valdenir que procurasse viver sua mente e não o padrão dos outros, o daria um abraço e diria que sou amigo dele e que ele é meu amigo. Diria que mesmo nas quedas existentes e nos cortes levados, ele veria algo de bom em tudo isso e daria uma risada solitária pra quebrar a monotonia da depressão que o alastrava, diria que ele não é estranho, feio, ou burro e que não se abatesse com todas essas bobagens que dizem sobre ele. 

Talvez eu dissesse tudo isso... Por outro lado se eu tivesse dito e meu ser tivesse sido modificado, eu  não teria nada de hoje... teria estudado mais loucamente a ponto de passar em computação e não conhecer a Cláudia, a Erione, o Nathan, o Lucas, a Clarisse, o Valdi, a Ianna. não teria tirado essa bobagem de odiar certas matérias, não teria jogado um pouco a ponto de conhecer mais o Borg, o Bruno, não teria conversado a ponto de fortalecer mais laços com o Thiago e com a Giselle. Não teria participado do Tim e ter conhecido o lado obscuro da personalidade humana, não teria entrado na matemática industrial e me reencontrado com meu desejo mais profundo: ser um cientista. não teria mudado meu estilo de roupa para algo que realmente gostasse, ou deixado meus cabelos crescerem... não teria aprendido pulseiras de macramé e me acalmado com isso... as palavras aniki e anakin não teriam 1% do sentido que tem hoje e irmão seria uma palavras que ainda me colocaria medo, ao invés de conforto. Não teria entrado no ifce e não teria participado um pouquinho da vida do Felipe, da Jarine, da Aryane, da Sânzia, nem mesmo a Nikky que me batizou de Deni ( eu ainda seria Valdenir, na verdade ). não teria também interagido tanto quanto interagi com o Bozo, com a Olga, com o Felipe. Essa gama de pessoas não teriam existido em minha vida, e quão triste isso seria? nem sequer uniria um casal como fiz com o Igor e a Tamyres. 

Se eu tivesse me avisado, eu teria estragado o doce sabor que tudo isso tem hoje...Na verdade eu tinha que sofrer pra aprender a trilhar um caminho melhor que me colocaria frente a todas as perolas espirituais e humanas que encontrei em minha vida. sou grato a cada um de vocês por terem me ajudado a me tornar quem eu sou. e agradeço a tudo que aconteceu comigo...

O que disse nesse texto pode ser resumido apenas nessa frase: Seus sofrimentos e glórias, são parte da sua vida, da sua história. Não lamente ou se envergonhe do que passou em sua vida. Siga em frente rumo a sua vida! Afinal, são as feridas que nós ensinam como golpear corretamente, e o errar que nós proporciona o acerto! então o que há melhor que viver? assim sou e vou.

Espero ter ajudado alguém que tenha lido esse texto, e mesmo que ninguém que precise assim o tenha feito,deixo um fortíssimo abraço para cada um que citei ai no texto. Obrigado por me fazerem ser o que sou. e um agradecimento Ao meu destino que ao passo de cada decisão minha, proporcionou essa quantidade maravilhosa de presentes em minha vida.

27 de janeiro de 2014

Poema - Quem eu sou? pra onde vou? estou?

Olhei um espelho e não me reconheci,
simplesmente não sabia meu nome, o que eu queria ser
não poderia explicar o que odeio e o que gosto em viver
tantas duvidas e só agora noto o que destruí.

Sou aquele cara divertido, de visual estranho
que esconde o que sente de uma multidão
pois muitos não desejam conhecer seu coração
e acham que minha alegria é sem fim, mas estou cansando.

Sou aquele cara com gosto musical multifacetado
que aparenta ser agradável mas chora a cada noite
se matando e escondendo de todos o seu duro açoite
um cara que é visto mas dificilmente notado

Sou aquele cara que perdeu a vontade de amar
de cair em espasmos românticos e logo sair
de pedir chance a amada e sempre um não ouvir
que já não aguenta sofrer com esse mal estar

Sou aquele cara que coleciona num espaço cardíaco
um pote de expectativas, remendadas, quebradas, rachadas
todas elas tão desperdiçadas mas nunca arrependidas
na ilusão de uma mudança de um pobre homem mal vivido.

Sou aquele cara que aparece desfocado nas fotos
perdido, alegremente sorridente,
sorridente, internamente perdido
entristecido por não entender da vida, os simples fatos

Sou aquele cara que possui pausas para felicidade
mas séculos para tristeza, com total veracidade
me pergunto apenas uma coisa a você caro leitor:
já conhecera minha face ou soubera da minha dor?

Já se perguntou o que fará amanhã quando acordar?
cumprimentara a família, sairá um pouco com seu amor
já pensou que terrível seria enfrentar um verdadeiro terror
se sumisse efemeramente e esse amanhã nunca chegar?

Já se perguntou o que fará amanhã da vida?
irá para seu lugar habitual, fara um pouco do sempre
já pensou o quanto cruel seria não ter isso em mente
e não final não tivesse lugar para ir ainda?

Já se perguntou como está o seu amigo?
ele deve estar bem, amanha falo com ele
já pensou no triste fato de que isso não permeie
não por sua ausência mas pela morte de seu querido?

Já se perguntou o que vale a pena para o futuro?
mas amanhã nunca chega encare esse fato,
mesmo tendo o dom de um ser humano nato
planejar o presente e vivê-lo intensamente é mais seguro.

Hoje, cumprimente seu amigo, sua família, seu eu interior,
não perca tempo com isso em detrimento de algo mais útil
por na verdade o necessário é fútil
e perder nossa base é o que causa nossa prima dor.

Eu já não posso fazer isso, pois não me conheço
vivo a aconselha-los, não quero que sofram mais
ainda que pareça insensato, não negue o presente jamais
perder quem te considera tanto, pode ter um péssimo preço.

Eu só observo como um personagem já falecido
calado, mudo, pensativo, insensato
não por não ter vontade, mas por não realizar de fato
não por ter morrido, mas por nunca ter vivido.

26 de janeiro de 2014

Poema - Entrelinhas desvairadas

Acordo feliz, num sentimento constante
sinto me motivado, com um sentimento motivante
acordei no intuito de me jogar aos poemas
mas onde estão as palavras, ideias? eis meu dilema.

Não sei bem o que se passa, nessa mente descomunal
Os pensamentos fogem, tudo fora do lugar
pareço um naufrago perdido no mar
Não consigo fazer um poema! este é o meu mal

Mas insisto pego um lápis, que mal pode ter?
riscar algumas linhas e vê o que sai
mas como um péssimo arquiteto, minha mente se esvai
e me arrependo de ter gastado tempo com nada fazer.

Mudemos de ambiente, ouvir uma musica por que não?
penso nos amigos, nas dores, nas ideias antes vindas
parecem ofuscadas, vagas, cinzas, malditas
e recaio a não saber do que falar no final de cada refrão.

E que tal ver uma série, tomar alguma coisa, hum cerveja?
nada muda esse branco na minha cabeça, não a nada a se mudar
parece que levei uma pancada, não consigo usar o meu imaginar
aceita deni, não há poemas hoje.. tenho certeza.

E conversar com alguém? vai que ideias surjam de lá?
conversar com quem? com as paredes tão mudas?
até conselhos dei hoje mas nada que possa servir de estrutura.
Desista deni e aceite: poema que seja composto, hoje não há.

a não ser este desabafo com quem grita meu mal estar...

14 de janeiro de 2014

Poema - Eu acho

Eu acho que paguei um preço alto por demorar
A crescer, a ser, a me ver, a me notar
independente de tudo que tenha sido feito,
este protótipo aqui possui grandes defeitos.

Eu acho que paguei um preço alto por não entender
adotando um esquizofrênico mundo para viver
mesmo que tenha pseudo me libertado
na real até este poema eu era um otário.

Eu acho que paguei um preço alto por me enganar
pedir uma atenção que os outros não deveriam me dar
e ainda que tenha isto acontecido
acabo morto, corpo e alma padecidos.

Eu acho que paguei um preço alto por me iludir
Posar de forte, sábio, útil sem real valor possuir.
Não importando o quanto eu envelheça,
talvez a maturidade nunca apareça.

Eu acho que paguei um preço alto por assim ser
Chorar tanto, ser fraco, não conseguir vencer.
Escrevendo poemas melodramáticos
com a lógica de um não matemático.

Eu acho que paguei um preço alto pela vida que construí
não importando a ninguém se vivo ou se morri.
dando prioridades a causas sem utilidade,
sendo ignorado, mas relevar pela amizade.


Eu acho que paguei um preço alto por não ser bonito,
pela falta de dinheiro, namoradas ou tudo isso.
Mas é um achismo meu inconsciente,
Podendo não dizer nada ou tudo falar sobre meu presente.

10 de janeiro de 2014

resumo da semana

Olá andarilhos, como vão?

Pois bem fiquei um pouco afastado do blog mas foram graças a motivos de ordem pessoal, o que posso dizer é que desde que fui apresentado a filosofia apresento lá e cá estados de fortes reflexões e ponho a analisar a mim mesmo. Não quer dizer que esqueço vocês muito menos o Usina, apenas que de vez em quanto eu fico meio ausente mesmo, nada muito alarmante :)

Frente a estagnação eu resolvo adiantar algumas coisinhas que trarei pro Usina:

A primeira delas é uma área especial para atividade que eu mais gosto: MÚSICA!!!! Então a área chamada Ressonância (vocês vão notar pelo título contendo esse nome na frente ) vai receber análises de Cds faixa por faixa, além de recomendações para vocês x). Claro tudo será pela minha opinião que não é uma imposição e sim um ponto de vista ^_^.

A segunda é um poema que estou desenvolvendo (isso quer dizer que eu tô no brainstorm do negócio) chamado macramé. bem como a exposição das minhas obras feitas aqui no blog :) afinal o que importa é compartilhar!

A terceira é um planejamento não muito confirmado: pretendo colocar um grandessíssimo amigo aqui no blog para postar algumas coisas, se isso não for possível eu mesmo tentarei postar alguma coisa xP.

E porquê não review de alguns jogos? o Reator vai contar com textos meus sobre opiniões de jogos, não esperem muita coisa pois eu não jogo muitas coisas da geração atual então é algo mais hardcore mesmo.

Basicamente é isso :)

Deixo também um pequeno anúncio: Depois de cálculo II, álgebra linear, análise exploratória de dados, seminários de tutoria II, estrutura de dados e tecnologia da informação, eu aviso com felicidade que vou para o terceiro semestre do meu curso, além disso fiz como ouvinte a cadeira de introdução a filosofia onde me tornei outra pessoa ( falarei disso em outra postagem apenas para isso) nas duas fui irresponsável na cadeira de álgebra linear, mas a lição foi aprendida. levei um trauma pessoal muito forte na tecnologia da informação e uma mágoa que só agora começa a sarar. Pois bem o passado ainda que fresco é exatamente isso: passado! então com as lições aprendidas e um pouco mais sabido eu sigo em frente com algumas cadeiras mais pesadas e talvez mais uma de filosofia ^_^.

Até mais andarilhos e lembrem-se:
Todo corpo emite radiação! sendo maléfica ou não!
forte abraço!

5 de janeiro de 2014

Poema - Espelhos derramados



Tantas expectativas criadas,
como num sonho agradável.
Agora todas elas morrem, coitadas!
E fico neste estado deplorável.

Foram tapas, socos e murros que levei
em alguns fingi que não sentia,
outros em pé estático fiquei
para não parecer a todos que doía.

Hoje resolvo que isso terminou,
quebras de expectativas só causam uma forte dor.
Desisto deste estado de "nunca acordou".
Para receber, das sequelas, seu impacto devastador.

Nisso me quebro como se fosse vidro,
mas o estado de vidro não é sólido e sim liquido.
Então não me quebro ou me destruo
e sim me derramo ou me torno impuro.

Não culpo os outros pela dor que ficou,
Afinal este negativismo que cá tenho e estou,
Não fora fruto de agentes externos
e sim da implosão de meu interior.

Niver

No dia 5 de janeiro de 1994 as 11:00 da manhã, nascia este que vos fala. Hospital casa dos arrumadores, hoje completo 20 anos de existência e apenas celebro por mais um ano de vida.

1 de janeiro de 2014

Esperança

Deixem eu contar um fato curioso que me ocorreu na madrugada de hoje...
logo depois da queima de fogos de fim de ano, eu sai da minha casa e fui ficar com os meus amigos, até ai tudo bem né? como eu não gosto de insetos resolvi fechar todas as janelas para que na escuridão não entrasse alguma visita inesperada...Desci para a área publica do condomínio que moro, que costumeiramente nessa época estava deserto, e fiz meu ritual de cada ano: escutei uma música para cada pessoa marcante (positivamente ou negativamente), enquanto caminhava descalço ia colocando no limbo de minha alma todas as más recordações e assim me desapegando de vez das coisas ruins que passei tanto por amigos quanto por não amigos, ao mesmo tempo revivia em pequenos flashbacks os momentos felicidade que tive com os meus. Uma das minhas amigas até achara estranho pois eu estava num estado visivelmente pensativo e focado, mas eu de certa forma gosto desse estado e depois desse meditar cinemático eu sempre fico com o coração mais leve e minha alma volta a pesar as quatro míseras gramas que alguns cientistas afirmaram no passado. Pois bem eu saio deste momento ouvindo minhas duas músicas favoritas: Feel good inc. da banda gorillaz e undisclosed desires da banda muse.

Tudo tranquilo e por mais monótono que o ambiente esteja eu até tenho uma noite de fim de ano interessante (sem envolver beijos de namorada ou votos de todos os amigos ou viagens com família, apenas dois amigos mas que valem muito mais do que todo o dinheiro do mundo e meu companheiro de alma: um mp4 player, que será devidamente venerado e explicado em breve). O tempo passou num piscar de olhos e já eram quatro horas da manhã, e eu volto pra casa... Meu pai já estava dormindo e um silêncio dominava a casa, indo para o meu quarto eu me deparo com uma coisa um pouquinho estranha:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tettigoniidae

Esse insetinho de uma figa estava no meu quarto vivinho me encarando. Não sei como ele poderia ter entrado na minha casa já que tava tudo fechado, mas o tal inseto chamado popularmente de esperança estava no meu quarto ali as 04:00 da manhã do primeiro dia de 2014. eu não senti medo algum (estranhamente) e peguei o coitado delicadamente pela asa e joguei pela janela... ele voltou e pousou tranquilamente na minha mão, eu mais uma vez não estava com medo e me senti completamente envolvido com a natureza, respeitando bem minha religião xP. Nunca isso tinha ocorrido, agora já mais pensativo sobre isso, compartilho isso com vocês meus caros radioativos. desejo um feliz ano novo para todos vocês, repleto de muita alegria, felicidade e claro: ESPERANÇA.

e vocês? o que fariam se a esperança literalmente batesse a sua porta?

30 de dezembro de 2013

A água

Ah a água, tão importante em nosso corpo, sendo a principal composição do mesmo, útil também como o principal recurso de resfriamento do nosso planeta, surgiram basicamente por chuvas sucessivas que vieram de nuvens que por sua vez surgiram da evaporação de gases da própria Terra. A água também é filosoficamente paradoxal: congela-se mais quando fervida do que quando em estado natural, expande-se ao ser solidificada sendo um exemplo químico de rebelião já que todos as outras substancias são calma e lentamente encolhidas pela contenção das vibrações de suas partículas, sendo estudada há tempos, a água como diria o grande Tales de mileto é a origem de tudo. O interessante porem e ver como ela é observada: só é tida como boa se for sem cheiro, sem cor, se sabor, sem característica própria, sem sua personalidade. Sou nessa parte como a água, não me querem como minhas características únicas, devo ser um individuo normal: sem nenhum traço próprio, apenas mais uma gota d’agua que por ser normatizada é tida como boa...Se me congelo ou se me fervo não faz diferença: são poucos os que conseguem se manter perto e ainda esses poucos não conseguem assim o fazer por muito tempo, acabo sendo ferozmente irritante . Mas ainda assim o som provocado por sua queda é aliviante, confortavelmente uma das melodias mais agradáveis de ouvir, como se nota na chuva que, no entanto deve ser como a personalidade humana: se escassa mal a faz, mas se em excesso incomoda e traz prejuízos a quem rodeia. A grande verdade é que no final sou uma gota deste precioso liquido, não, sou talvez um dos elétrons de uma camada de um dos átomos de hidrogênio de uma gota qualquer, a grande verdade é que quem me vê geralmente olha para a água: não vê o que se deve ver e sim o conveniente reflexo do próprio observador, não tão diferente de quando se observa uma lágrima que se de alegria, sendo tão rara em meu ser, desperta o interesse de compartilhamento apenas em virtude de um se sentir feliz também, ou se de tristeza, que já me mostra num grau altissimamente comum, é ignorada e silenciada, ou pela convenção de se ter uma água ali impura ou pelo incomodo da frieza da água que surge da fonte de minha alma. Isso me lembra de tomar um copo de água agora...um copo de água espiritual para preencher, ainda que temporariamente, a seca de meu ser desidratado.

28 de dezembro de 2013

Costumes esquisitos...

Como vão andarilhos?

Hoje não tem poeminha bonito (ah que pena não?) porque eu tô longe de pensar em poemas por enquanto, ou seja estou sem inspiração como dizem por ai. Então hoje eu queria falar como vocês algumas particularidades minhas e acho que se analisarem bem cada um tem o seu costume esquisito. Estranhamente existem duas coisas esquisitas que eu faço todas as manhãs quando acordo, primeiro é que os humanos normais levantam entediados (principalmente se for segunda né? '_' ) pensando em como chato e annoying vai ser o dia, já eu não: quando eu acordo de fato eu fico num estado de nem lá nem cá, pera vou explicar melhor, eu tô acordado mas me recuso a isso, sacam? eu não fico pensando em coisas ruins no dia, a não ser que eu tenha bons motivos na noite anterior pra isso, eu fico simplesmente parado e me concentrando no que eu tô ouvindo, tipo aproveitando meu sentido mais aguçado xP como dizem ai eu tenho ouvido de tuberculoso, o que pra quem não sabe é tipo a pessoa que escuta suuuper bem. então basicamente eu fico ouvindo tudo em minha volta enquanto todas as pessoas pensam que eu estou dormindo (chega a ser maquiavélico ficar agindo assim) mas é algo que ocorre naturalmente comigo, outra coisa muito importante mas igualmente esquisita ocorre nas manhãs que eu acordo sem estar atrasado, após todo esse ritual eu paro, sento na minha cama cruzo as pernas e... medito. sim meus caros radioativos, eu medito e é uma das coisas que mais gosto de fato, não dura muito tempo pois tenho meus afazeres também mas sem duvida 10 minutinhos são reservado em quase todas as manhãs. Se por alguma razão eu não meditar é notório como eu fico zangado mais rapidamente e como eu fico sem saco para assuntos que em ocasiões normais eu *ouviria por educação* alem disso eu também gosto de olhar para o céu tipo em grande parte do tempo, vendo a colocação do céu, a disparidade das nuvens, enquanto o mundo me acha estranho eu tô lá viajando alucinantemente sem dar a mínima pra isso.

E vocês meus caros andarilhos, quais os costumes esquisitos de vocês?

26 de dezembro de 2013

Poema - Fim de estação

Fim de estação

no início o verão fora quente e agradável
diante do meu ser forte, inquebrável
tudo parecia aflorar de mim,
ainda que não soubesse quando seria seu fim.

já no meio parecia descontrolado
como se roubara meu pacífico estado
grandes tristezas tive que enfrentar
e uma depressiva insolação viera me assolar.

o calor me consumiu, me perdi na emoção
sua partida nem aconteceu mas já machucara meu coração
esses meses espirituais já acabaram
é o outono da alma que chega, quando todas as folhas pairam.

Poema - Baile da noite eterna sem luar

Baile da noite eterna sem luar.


Sexta-feira tarde da noite
pus-me a pensar em açoite
resolvi uma festa fazer
dezenas de convidados, final no amanhecer.

Convidei vários amigos
todos que tinha em mente,
não me esqueci da comida
muito menos da bebida quente.

Convidei A fortitude
a qual sempre quis ficar perto
ainda com problemas de saúde,
disse que tudo já estava certo.

Convidei sua irmã, a fraqueza
pelo seu jeito de ser, poucas a querem perto
ou a tratam indiferente ou lhe negam afeto
ainda que seja de todas a fonte de toda riqueza.

e agora o que digo a eles?
Respondo com toda certeza:
diga a eles que fortitude faltou,
e que só veio a fraqueza.

A música parava, meio lentamente
Mas insisti e coloquei novamente.

Convidei para a festa
grande amigo: Carinho.
lembro que era gente honesta,
que nunca me queria ver sozinho.

Sua namorada também fora convidada
minha colega Paciência.
essa sempre falta, já esperei sua ausência,
mesmo que entendesse sua vida conturbada.

E agora o que digo a eles?

Respondo sentindo um vazio:
Diga a eles que Paciência adoeceu,
e com ela ficou o carinho.

A música parava, meio lentamente
Mas insisti e coloquei novamente.

Grande presença aguardada era a da amizade,
Causadora dos meus poucos momentos de liberdade.
Sendo assim, esperei ansiosamente,
para ao menos dar um oi e já me deixar contente.

Nem precisei convidar o medo,
Nunca esteve ausente,
gostava de me derrubar, de me atingir
com palavras tristes, de me magoar.

E agora o que digo a eles?
Respondo sem nenhum segredo:
Diga a eles que amizade adoeceu,
e que já chegara o medo.

A música parava, meio lentamente
Mas insisti e coloquei novamente.

Convidei também meu colega Apreço
Ainda que mal soubesse onde era seu endereço.
Pensei que pudesse telefonar,
para que em minha festa pudesse estar.

Junto claro, como minha amiga solidão
há tanto tempo conhecida como a palma de minha mão.
Pensei que pudesse quem sabe namorá-la
mas sua presença é muito requisitada.

E agora o que digo a eles?
respondo com cara de decepção:
Diga a eles que Apreço hoje faltou,
mas na porta já me espera a solidão.

A música parava, meio lentamente
os que vieram já iam embora...
como puderam ir tão cedo?
Nem a havia chegado a hora!

Bagunça por todo lado: minha casa estava um lixo
ainda que trabalhasse duro, o sujo não acharia sumiço.
Mas não pude desistir de tentar organizar.
A festa que dei dentro de minha alma,
próximo a sala de estar.

No final por ironia a noite foi paradoxal
Nem solidão, nem medo vieram me ajudar.
Festa triste essa: arruinara meu bem estar.
O que fazer agora para voltar ao normal?

Se bem que ponho em duvida: será que isso é real?

A música parava, meio lentamente
Dessa vez não insisti,
deixei o silêncio agir
Lenta e dolorosamente.

Poema - Pilhas Almalinas

Pilhas Almalinas

O tempo passa mas as mágoas ficam
por mais que eu tente transparecer bondade
os olhos de quem me ver em realidade
conseguem perceber o mal que outros faziam

A pressão começa a entrar num nível critico
troco as pilhas de bom humor como bateria
pilhas especiais, pilhas almalinas
que me inserem numa falsa felicidade de modo rítmico.

Como brinquedo de criança, o vicio se torna maior
Corro troco mais pilhas para conter o humor

escondo tristeza, escondo ódio e dor
na esperança de que o dia seguinte possa ser melhor

As pilhas agora parecem inúteis como por fantasia
Daniell ajude-me a tentar entender,
o segredo de sua pilha pode me dizer?
pois a minha já de nada funciona, quanta agonia.

Parecem que foram falsamente recarregadas
um momento tão singular, não imaginaria
se isso fosse apenas minha mente vazia
resultado de tantas noites, mal comandadas.

Alguém pode me dizer a solução?
Devo fazer algo para resolver esta equação?
que tenta sempre balancear, mente com coração?
respostas em outros lugares? Acho que não.

Mas alem disso que posso eu fazer?
Esperar uma pilha que possa me curar?
Seja ela, radioativa ou de energia solar
ou devo, clorofilicamente, minha energia obter?

Sinto-me mais fraco, luzes lentamente se apagando
Talvez seja meu momento triunfal,
de um perdedor o tão suplicado final
Da sorte de não estar mais agüentando.

O tempo já passou tudo está desligando,
Adeus a todos que confiaram em mim
Mas quem sabe alguém tão pérfido assim
acabe numa bela noite, REINICIANDO!!

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