25 de outubro de 2015

Lava...Azul?


O fotógrafo Reuben Wu registrou um vulcão indonésio em erupção, liberando uma lava azul brilhante. Embora pareça PhotoShop, a coloração estranha é apenas o resultado de uma reação química.

Para todos os gostos

Vulcões vêm em uma variedade de sabores destrutivos.

Por exemplo, um vulcão escudo como o Kilauea libera lava lentamente durante longos períodos de tempo. Já um estratovulcão montanhoso como o Monte Fuji permanece em silêncio por muitas centenas de anos antes de desencadear sua fúria cataclísmica. E os vulcões em Io, uma das luas de Júpiter, produzem colunas de erupção espetaculares que atingem alturas de 500 quilômetros.
O único vulcão da Terra que pode ser explorado por dentro

Em todos esses casos, no entanto, a lava produzida tende a ser de uma cor vermelha-alaranjada.

O complexo vulcânico indonésio que atende pelo nome de Kawah Ijen quebra esta tendência:
Kawah Ijen


Kawah Ijen é uma coleção de estratovulcões em Java, contendo uma grande caldeira com aproximadamente 22 quilômetros de diâmetro. O pico mais alto pertence ao vulcão Gunung Merapi, nome que se traduz como “montanha de fogo”.

Conforme documentado por Wu, o Kawah Ijen não possui uma lava fisicamente diferente do tipo que emerge da maioria dos estratovulcões: é bastante viscosa, de movimento lento e com temperatura de cerca de 600 a 900° C.

Inclusive, ela é em si vermelha, não azul. A cor que vemos é causada por substâncias presentes na caldeira reagindo com o calor da erupção.

Enxofre + 600° C = lava azul

Uma erupção de lava libera uma grande quantidade de energia térmica, como você pode imaginar. Esta emissão de radiação térmica é que dá a ela sua tonalidade vermelha.

Nova ilha do Paquistão foi criada por um “vulcão de lama”

No caso do Kawah Ijen, no entanto, a lava queima uma outra coisa: bolsões de enxofre, que vomitam das fendas vulcânicas junto com a rocha derretida.

vulcao lava azul (6)
Quando os elementos queimam, produzem cores diferentes. Por exemplo, potássio na chama de um bico de Bunsen queima em uma cor lilás. Já a queima de cálcio produz uma chama vermelho-amarelada, e a de cobre uma chama azul-esverdeada. O enxofre, quando inflamado (pelo calor escaldante da lava, neste caso), queima em azul.

Tóxico


Observar a cor da erupção em Kawah Ijen pode dizer muito sobre o complexo vulcânico. Uma coloração vermelha indica que uma baixa quantidade de energia está sendo liberada; tons de verde são representativos de reações moderadamente energéticas. Chamas azuis são indicativas de energias mais altas.
vulcao lava azul (5)

Se você decidir visitar a Indonésia para verificar as exibições coloridas dos seus vulcões – de enxofre líquido vermelho escuro, enxofre inflamado azul brilhante e das paredes de enxofre frio amarelo -, tenha em mente que a substância é pungente e seus gases são incrivelmente prejudiciais para o sistema respiratório. É melhor levar uma máscara de gás junto com sua câmera fotográfica. [IFLS]

23 de outubro de 2015

Ciência Viva: Vulcões e uma curiosidade


Incrementando os estudos em vulcões, que tal esse documentário do discovery?
Nele o potencial bélico dos vulcões são demonstrados, mostrando 10 armas que o vulcão dispõe. O documentário de 50 minutos é dublado e repleto de vulcões, sem dúvida imperdível!


E esse vídeo de 50 segundos é pra tirar a curiosidade que assola as mentes mais loucas (como a minha por exemplo): O que aconteceria se um corpo humano caísse dentro de um vulcão? Isso foi simulado com compostos orgânicos e o resultado é esse ai:

Como você pode ver (veja, é rapidinho e a explicação antes do vídeo tira toda a graça da coisa), existem várias coisas a se notar nesse experimento:
1 - A lava não é liquida. Você não se afoga nela, por assim dizer é algo mais próximo de ser englobado por lava;
2 - O vulcão não quer você. A pressão lá dentro é tão grande que jogar um corpo estranho para o vulcão é como jogar uma bactéria em nós, tentaremos repelir... A forma dele é jogar jatos de lava ainda mais intensos.
3 - É uma péssima forma de morrer. Ao contrário do que se pode pensar a morte não é instantânea, mesmo que se caia de barriga o processo é lento e queima o corpo por partes, até as células sensoriais serem destruídas (uma queimadura de quarto grau), vai ser muito sofrimento. Caindo de pé então é pior: você estará lucido durante o processo.
4 - Não há desintegração. Provavelmente o calor não conseguirá destruir tudo (devido ao item 2) no final a morte não será muito diferente de uma morte por carbonização.

21 de outubro de 2015

Incandescência



Preservei a matriz com toda a informação,
mas fui forçado a ser frio, ríspido por fora...
sendo cada vez mais mantido sobre pressão,
não havia como não chegar aquela hora.

Senti que num lapso de desespero, enlouqueci
ou devo ter apenas me visto um pouco mais.
Pensando agora muito mais em mim,
não havia como voltar atrás.

Explodi e destruí todas as expectativas em minha volta,
não adianta apenas um conselho com café...
agora eu já tinha dado minha fé como morta,
e me tornara livre para ser o que se é.

De longe os sorrisos mais cínicos notaram,
as pessoas se desesperavam com meu desapego.
Agora não eram mais todos que recebiam meus conselhos.
apenas aqueles que em momentos críticos me ajudaram.

Em meio a fumaça e as pessoas esquecidas...
eu expressava cada vez mais o que aguentei calado.
E todos perguntaram: está ocorrendo algo?
Respondi que não, era apenas a posse da minha vida.

Achei que morreria se o fizesse
achei que mataria se ocorresse
mas preferi que soubesse
que não seria se não fosse.

Explodi num espetáculo de homero
como vesúvio, fuji e tantos outros
agora eu entendo esses poucos
são desastres mas são sinceros.

19 de outubro de 2015

Os Terrores do planeta (I) - Vulcões

Fala galera tudo bom com vocês? Andei bastante sumido, mas estou muito feliz em ver a credibilidade da visita de vocês aqui no blog. Se estiver lendo eu gostaria de mandar um alô em particular para o leitor Matheus (corrigido!) obrigado não só a você mas a todos os andarilhos que me motivam pra sempre voltar pra cá!

Bem, eu estou ocupado com muitas coisas relacionadas as pesquisas do meu curso, estou próximo de me formar mas não vou deixar a peteca cair! E claro isso inclui o saudoso Usina! Pensando nisso eu decidi montar uma estrutura bem grande pra justificar minha ausência... Trata-se de uma maratona acerca do nosso planeta falando dos espetáculos mas bonitos e ao mesmo tempo mais assustadores ou perigosos do nosso planeta. Serão três atos, mas não falarei quais são os outros dois pra não estragar a surpresa! :)



Conhecidos por serem obras naturais de desastre e catástrofes, os vulcões são praticamente pinturas bucólicas da realidade, embebidas de fogo é claro. Geralmente essas formações são reguladoras da pressão do nosso planeta e ofereceram no inicio da criação da Terra a possibilidade de nascimento dos primeiros oceanos. Dada a sua importância, Vulcões são o alvo do nosso primeiro, Terrores do planeta!

Criação da Terra

Para falar de vulcões é necessário saber como eles foram criados inicialmente. Para isso vamos voltar para a criação do planeta... A Terra bebê era uma bola de magma que iria-se resfriar tornando o que hoje temos como solos. Claro que não foi uniforme e isso acabou tornando locais mais profundos, bem como locais mais altos, além disso o planeta não resfriou por completo tornando-se teoricamente líquido por dentro e sólido por fora (péssima analogia: imagine um bombom com recheio de licor, seria mais ou menos o nosso planeta).

Além disso, o formato da Terra não é estritamente coberto, existem fraturas nessa cobertura, fissões que definem placas. Estas são as placas tectônicas que se movem devido a circulação desse liquido dentro do planeta (aqui vamos nós de novo: pense em placas de isopor numa bacia d'água). Algumas se chocam e a pressão existente (imagine um líquido quente e sobre forte velocidade se movendo dentro de um local quase fechado, provavelmente há uma pressão gigante lá dentro não?) acaba empurrando um pedaço da terra pra cima, tentando aliviar a pressão (pelo comportamento dos gases) Esse comportamento gera o protótipo de um vulcão.

Com a pressão já amenizada o vulcão se solidifica fazendo que com ele se torne (não necessáriamente permamanentemente) inativo, chamamos de ativo (embora ainda hajam confusão com a especificação desse termo) quando ele vaza fumaça ou ainda possui lava liquida. O fênomeno que ocorre no ápice do vulcão, com lançamento de lava na superfície chama-se erupção

Tipos de vulcões
Vulcão-Escudo: São aqueles que expelem grandes quantidades de lava. Estas costumam sedimentando-se de tal forma que constroem uma montanha larga com o perfil de um escudo

Cones de Escórias: São os menores, com 300 metros de altura. O nome escória remete justamente a sua insignificância em relação ao tamanho dos outros

Estratovulcões: São gigantescos! Possuindo longa atividade, acabam por aumentar sua forma quando constroem camadas (estratos) nas erupções de grandes fluxos de lava intercalado por produtos piroclásticos.

Caldeiras Ressurgentes: Grande massa central, relevo de depressão e de grande tamanho.

Vulcões Submarinos: Como o nome já diz, são submersos no oceano. São bastante comuns na dorsal meso-atlântica (uma parte do fundo do mar).


Danos

Basicamente fogo, calor e fumaça. A lava pode atingir até 1250 graus célsius e devido a sua pressão ela pode literalmente espirrar de dentro do vulcão, causando um espalhamento do material. Nada consegue escapar da lava, As árvores ao serem tocadas, queima instantaneamente devido ao calor, e os objetos que talvez não sejam distorcidos, derretidos, queimados ou destruídos ficarão encrustados do material, uma vez que a lava possui alto nível de viscosidade. Mais ou menos como uma cola.

A lava geralmente é formada por diversos tipos de minerais, mas o sílica (um composto de silício de oxigênio) é sem dúvida o componente mais observado. Isto acontece porque sua presença determina a consistência da lava o que se relaciona diretamente com a velocidade do seu fluxo. (mais uma analogia intragável: colocar silica na lava, a torna "cremosa" e espessa, algo como uma massa de bolo não assada. Menores quantidades de silica deixam a lava mais liquida, como uma sopa) Lavas que possuem pouca sílica são chamadas de fluídas. Além disso, a adição de sílica aumenta a acidez da lava, o que a torna ainda mais corrosiva.

Não para só por ai, uma vez que, depois que o fluxo normaliza, gás começa a ser liberado. Dentre eles temos como principal o dióxido de enxofre. Esse carinha é altamente tóxico e irrita as mucosas e geralmente toneladas de gás são lançadas. esse gás além de ser maléfico por si só ainda pode se condensar no ar formando o efeito que conhecemos como chuva ácida.

Como uma última percepção de estragos, é preciso lembrar que a pressão do magma faz com que a terra em volta do vulcão seja deformada, o que pode causar danos indiretos a toda uma região em volta do local.

Vale lembrar que a liberação de gás é mortal hoje, mas foi extremamente necessário para abafar a Terra (impedindo que ela resfriasse por completo) e causar chuvas que originaram os primeiros oceanos pré-históricos.

Um fator extra: Terremotos


Em casos ainda mais fortes, as erupções vulcânicas são precedidas de terremotos que em sua periodicidade mostra o que está acontecendo com o vulcão:

Os tremores de curta duração são semelhantes aos sismos tectônicos. São resultantes da fraturação da rocha aquando de movimentos ascendentes do magma. Este tipo de sismicidade revela um aumento significativo da dimensão do corpo magmático próximo da superfície.

Os tremores de longa duração indicam um aumento da pressão de gás na estrutura do vulcão. Podem ser comparados ao ruído e vibração que por vezes ocorre na canalização em casas. Estas oscilações são o equivalente às vibrações acústicas que ocorrem no contexto de uma câmara magmática de um vulcão.

Os tremores harmônicos acontecem devido ao movimento de magma abaixo da superfície. A libertação contínua de energia deste tipo de sismicidade contrasta com a libertação contínua de energia que ocorre num sismo associado ao movimento de falhas tectônicas.

Geralmente os terremotos são uma acomodação do evento vulcânico sendo por isso menos intensos que o clássico choque entre placas. Isso não retira o potencial destrutivo do evento no entanto.

Onde estão?


                                                                          Etna (Sicilia)
                                                       Última erupção: 16 de maio de 2015
                                                                      Altitude: 3.350 m


                                Monte Fuji (Japão)                              
Última erupção: 16 de dezembro de 1707   
Altitude: 3.776 m  

Kilauea (Havai) 
Última erupção: 5 de agosto de 2011
Altitude: 1.247 m
                                                                 

      Krakatoa (Indonésia)      
Última erupção: 31 de março de 2014  
Altitude: 813 m  


        Monte Pinatubo (Filipinas)    
                                         Última erupção: 15 de Junho de 1991                                        
Altitude: 1486 m


Vesúvio (Itália)
Última erupção: 18 de Março de 1944   
Altitude: 1.281 m   
                          
El Chichon (México)
         Última erupção: 28 de Março de 1982             
Altitude: 1150 m

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